A construção civil no Brasil tem uma importante repercussão quer no consumo de recursos naturais, quer na geração de impactos ambientais. A reciclagem dos resíduos de construção e demolição (RCD) tem surgido como uma forma de amenizar a ação nociva dos resíduos, podendo-se utilizar os inertes reciclados de RCD em novos produtos.
A quantidade de resíduos gerados nas construções realizadas na cidade de Rio Verde demonstra um desperdício irracional de material. Os custos desta irracionalidade são distribuídos por toda a sociedade, não só pelo aumento do custo final das construções como também pelos custos de remoção e tratamento do resíduo.
Na maioria das vezes, o resíduo de construção civil é disposto em aterros de inertes, reduzindo a vida útil do aterro e degradando o meio ambiente, e em outras situações o resíduo é retirado das obras e disposto clandestinamente em locais como terrenos baldios, margens de córregos e de ruas das periferias da Cidade de Rio Verde. A Prefeitura compromete recursos, nem sempre mensuráveis, para a remoção ou tratamento desse resíduo.
O custo social total é praticamente impossível de ser determinado, pois suas conseqüências geram a degradação da qualidade de vida urbana em aspectos como transportes, enchentes, poluição visual, proliferação de vetores de doenças, entre outros. De um jeito ou de outro, toda a sociedade sofre com a deposição irregular de resíduo e paga por isso. Com a reciclagem, buscamos a diminuição de volume de material nestes aterros, preservando assim os recursos naturais, reutilizando esses materiais nos serviços de base e sub-base da pavimentação.
Esse projeto é mais um investimento da Alvarenga Engenharia, que aposta em projetos de reciclagem para o benefício da população e respeito ao meio ambiente.
Inaugurada em junho de 2011, representa um marco no desenvolvimento sustentável da região, e é ponto de partida para a transformação do resíduo gerado em obras de construção civil através da reciclagem em matéria prima para novas obras.
Saiba mais sobre o processo de reciclagem dos resíduos de construção civil:
O QUE PODE SER RECICLADO NA USINA:
• Fragmentos de alvenaria de componentes cerâmicos.
• Fragmentos de alvenaria de blocos de concreto.
• Fragmentos de concreto, armado ou não, sem fôrmas.
• Fragmentos de lajes e de pisos.
• Argamassas de cal, de cimento ou mistas, de assentamento ou
revestimento.
• Componentes de concreto ou cerâmicos: blocos, tijolos, telhas, tubos, briquetes, lajotas para laje etc.
• Fragmentos de pedra britada e de areia naturais, sem presença significativa de terra ou outros materiais proibidos
(classificação Classe A - CONAMA nº. 307)
O QUE NÃO PODE SER RECICLADO NA USINA:
Gesso, Fragmentos de cimento amianto em quantidades expressivas, Madeira, vegetação e matéria orgânica; papel, papelão, plástico, isopor e similares; tecidos, borracha, espuma e demais materiais sintéticos; metais; vidro; tintas, impermeabilizantes e asfalto; líquidos em geral.
RECEPÇÃO
Os resíduos são transbordados na USINA através de uma parceria com empresas coletoras de resíduos na cidade de Rio Verde; esta parceria foi efetivada, fechando assim um circuito muito importante para o aumento da vida útil do aterro de inertes municipal, além de benefícios gerados ao meio ambiente e, e redução de custos para a remoção e limpeza em locais de deposição clandestina.
RESUMO DAS ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NA USINA
• recepção e análise visual dos resíduos recebidos;
• disposição em áreas para triagem;
• triagem e retirada de contaminantes dos resíduos;
• manejo, estocagem e expedição de rejeitos; alimentação do núcleo de reciclagem;
• processamento dos resíduos (pré-classificação, britagem, peneiração, rebritagem e transporte);
• retirada de contaminantes após a britagem (impurezas metálico ferrosas e outras);
• formação de pilhas de agregado reciclado na forma de “brita corrida”;
• formação de pilhas de agregados reciclados peneirados;
• estocagem de agregado reciclado;
• expedição.
A capacidade de produção na triagem/britagem é de 20 ton/h – 8h/dia, totalizando 160 ton/dia.
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